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Imagino que se você está aqui é porque busca informações sobre depressão, talvez para si mesmo, ou quem sabe para entender melhor o que está acontecendo com uma pessoa querida.
Pode ser também que esteja apenas pesquisando por curiosidade, para um trabalho na escola, whatever ... mas e eu? O que me leva, afinal, a criar um blog destinado a falar sobre depressão?
Confesso que penso nisso faz tempo, e mesmo gostando de escrever, fui adiando este momento até agora. No entanto, sinto que chegou a hora de enfrentar com toda garra, toda a força da minha alma, esse monstro maldito chamado depressão que já me custou um tempo precioso de vida.
Estou farta. Farta de viver por viver, viver sem sabor, sem ardor, sem paixão.
Farta de ver o tempo passar, as coisas acontecerem.
Farta de ser expectadora.
Cansei. Quero resgatar a pessoa alegre e apaixonante que sempre fui. Quero ter uma vida normal. Recuperar o ânimo, a energia, a vitalidade. Eu quero e vou conseguir. Para isso pretendo combater o bom combate e escrever este blog, que será, acredito eu, uma forma de terapia, paralelamente às outras medidas que também decidi tomar.
Mas, é melhor começar pelo começo, não é? Desta forma, não apenas eu organizo os meus pensamentos, sentimentos, emoções, como vocês também podem, ao acompanhar, se identificar ou não, criando medidas de comparação com os vossos próprios casos individuais.
O grande problema, no entanto, reside em localizar o ponto de partida. Como foi que o inferno invadiu a minha vida? Em que momento, exatamente?
Acho que isso é difícil para a maioria de nós porque a pessoa nunca se dá conta de que está a ficar doente ( com depressão ). Normalmente, o que acontece é perceber, repentinamente, que está tudo muito errado e não entender como as coisas se desenrolaram. Comigo, foi assim.
Mas, como é importante tentar, ao menos tentar, encontrar a causa primária, vou lançar um olhar ao passado, vasculhar a minha mente e coração, e tentar identificar coisas que possam ter contribuído para a grande avalanche que veio depois.
Não vai caber tudo neste post, então vou dividir por partes e começar, talvez, por falar da minha infância. Acho que é isso que um psicólogo me pediria, acho ... apenas acho.
Pretendo que este blog funcione como uma terapia para mim e pretendo ler e seguir outros, para que juntos possamos combater o bom combate e nos libertarmos das garras da depressão e recuperar a alegria de viver.
Ok. Este primeiro post foi uma espécie de introdução. No próximo, começarei a relatar possíveis aspetos da primeira fase da minha vida que talvez tenham deixado marcas que eu jamais considerei importantes ao ponto de influenciar o meu futuro um dia.
Espero que gostem de me acompanhar, pois não escrevo só para mim. Escrevo também para tocar o coração de quem sofre e não vê a luz no fundo do túnel onde se encontra.
Um beijo.
