quinta-feira, 12 de julho de 2012
CONTINUANDO ...
Pois é, minha gente, cá estou, iniciando o terceiro mês de tratamento para a depressão, ansiedade e pânico.
O que mudou durante esse tempo? Vou ser bem sincera. Ainda não estou boa, e não achei que pudesse ficar em tão pouco tempo de tratamento, né? Mas queria.
Meu médico me disse essa semana que o tratamento pode durar até um ano ou mais, depende de como eu reagir e tudo mais.
Sobre a medicação, a Fluoxetina ou Prozac, continua me fazendo bem. Sinto melhoras.Não são ainda melhoras visíveis a olho nu, mas eu me sinto diferente, me sinto mudar, me sino mudar ... É isso. E acho que sigo o rumo certo.
Entretanto, a minha dosagem de Prozac foi ajustada para 60mg. Para quem não sabe, eu comecei com 20, subi para 40 no segundo mês e agora estou com 60. Tomo as três cápsulas logo pela manhã.
Em que estou melhor? Mais vaidosa, com mais vontade de sair, passear, ir a um cinema, olhar o mar ... Ainda não faço isso todos os dias, mas cada dia já faço alguma coisa porque tenho que fazer, como ir ao supermercado ... Mas o caminho ainda é longo. Minhas contas ainda se amontoam e coisas importantes que teria que resolver simplesmente esqueço, não tenho vontade, deixo para depois, para amanhã.
Acredito que seja o tal processo. Afinal, eu deixei a depressão enraizar em mim e agora preciso de tempo, e do tratamento certo, para expulsá-la da minha vida.
Sobre o meu problema de dormir, esse sim anda meio confuso. Rivotril 2mg não me fez dormir, não. Só nos primeiros dias, depois passou a só me relaxar.
Entretanto, tinha o Seroquel como coadjuvante caso o Rivotril falhasse, só que eu tomei o Seroquel 3 vezes e desisti porque ele funciona, simmmmmm, sem dúvida. Porém, me deixa sedada o dia seguinte todo. É muito ruim. Dormi demais, simplesmente não era capaz de fazer coisas simples como almoçar à mesa com todo mundo. Fazia isso contando os segundos para voltar para cama. Não dá, né?
Solução? Meu médico me passou Stilnox. Pediu we eu tomasse ainda um comprimido de Rivotril 2mg uma hora antes de deitar e quando deitar, apagar a luz e me preparar para dormir, tomar o tal Stilnox 10mg.
Não me faz dormir tão rápido mas até agora está funcionando. Tudo defende da hora que eu tomo os remédios, então, para mim, o ideal é tomar o Rivotril por volta das 9 da noite e lá pelas 10h30/11h encarar o Stilnox para garantir pelo menos umas 6 horas de sono.
No dia seguinte não acordo dopada pois esse remédio tem uma ação mais suave e mais breve no organismo. Ele não te joga naquele sono da bela adormecida, sabe?
Bem, para a minha ansiedade, que andava calminha e agora anda me deixando incomodada, sem ar, etc, o meu médico me receitou o Rivotril em gotas. Apenas 6 gotas em caso de crise, ou seja, não é para tomar o tempo todo, tipo de 6 em 6 horas. Só mesmo quando sinto aquele aperto no peito, aquela falta de ar, aquela angústia que não sei de onde vem. Isso tem me feito bem. Já não fico ofegante como se estivesse prestes a desmaiar.
E ainda tem gente que pensa que tudo isso é frescura. Me dá uma vontade de dizer poucas e boas para essas pessoas que não sabendo de nada, tinham mais é que ficar caladas.
É verdade. Tem gente que nos cobra, que nos olha como se fossemos uns fracos, uns preguiçosos, como se a gente estivesse do jeito que está porque escolheu. Cambada!!!! Não tem idéia do sofrimento que a gente passa e do quanto queremos uma vida normal. Falo por mim: quero minha vida de volta. Não sei aonde, em que ponto a perdi, mas preciso resgatá-la para ser feliz.
Deus, através desses médicos, desse tratamento e da mina fé, já está me ajudando. Eu sei. Eu creio.
Vou sair dessa quanto antes e desejo o mesmo para todos vocês aí que estão lendo e que estão passando pelo mesmo problema.
Força, coragem. Desistir não é uma opção.
Vamo que vamo :)
Beijooooo.
sábado, 16 de junho de 2012
ACEITAÇÃO DA DEPRESSÃO
Hoje eu trouxe um artigo deste site que li e gostei muito, pelo que decidi dividir com todos vocês.
"A Depressão é um distúrbio emocional e afetivo muito mais antigo do que as pessoas, regra geral, imaginam. Em tempos idos, era difícil diagnosticar a depressão como uma doença devido a falta de conhecimento da mesma. Hoje em dia, no entanto, muito embora a depressão seja assunto abordado com frequência em todos os canais de comunicação, ainda assim existe muito preconceito e resistência relativamente a encarar a depressão como ela é, já que para muitos trata-se de "fita", fraqueza, teatro, exagero e para muitos, é até uma desculpa da pessoa supostamente deprimida para não trabalhar, não cumprir as suas obrigações, não participar de nada, etc. Enfim, nada mais errado e cruel do que, além de não compreender a doença, duvidar do doente.
Portanto, independentemente de alguém ainda duvidar, a depressão é uma doença que pode ser grave e até mesmo fatal se não for tratada, na medida em que compromete não apenas o físico, como também o humor e por conseguinte o pensamento, alterando completamente a maneira da pessoa ver o mundo ,entender as coisas à sua volta, e afetando praticamente tudo na vida da pessoa, inclusive as coisas mais simples, como a maneira de se alimentar, de dormir, de se socializar, de viver.
A depressão, portanto, é muito diferente de um simples estado de tristeza ou melancolia, pois sentir tristeza justificada é algo comum e próprio do Ser-Humano. Dependendo dos casos, a tristeza que se abate sobre qualquer pessoa, pode ser mais ou menos forte, bem como pode ter uma duração menor ou maior, porém, tem outras características e é sabido que, independente das variações quanto ao tipo e causas da tristeza, um dia ela vai embora por si mesma.
No caso da depressão propriamente dita, as coisas não se passam assim, e um dos principais motivos é que muitas vezes não existe, aparentemente, uma causa para o estado depressivo. Não obstante isso, a pessoa é fortemente afetada por um estado de tristeza profundo, falta de vitalidade, de interesse pelas coisas que antes eram uma fonte de prazer, enfim, a pessoa tem a sua vida completamente alterada e ao mesmo tempo resumida à quase nada pois, para a pessoa deprimida, é como se não houvesse amanhã, como se não houvesse esperança, apenas o dia-após-dia vazio e sem sentido, sem brilho, sem calor, sem emoção.
Assim, a pessoa deprimida não vive. Ela sobrevive. Ela acorda e se deita, ela se alimenta e faz o mínimo, apenas aquilo que consegue e mesmo assim sem nenhuma paixão, sem nenhum ardor, muitas vezes movida por um resto de motivação interior que consegue falar mais alto e que varia imenso de pessoa para pessoa, e de caso para caso. Para alguns, pode ser a própria subsistência que os leva a enfrentar, ainda que a duras penas, a jornada laboral. Para outros, os filhos, que em meio a toda escuridão, são a luz no fundo do túnel que os força a levantar da cama pelo menos na hora em que as crianças chegam da escola e sentarem-se com eles à mesa para o almoço em família.
No entanto, o que é realmente preocupante, caros leitores, é que muitas destas pessoas afetadas pela depressão não estão cientes de que estão doentes, e até que lhes caia a ficha passam por momentos extremamente difíceis e agonizantes, perdidos em si mesmos sem entender o que se está a passar com a própria vida.
Torna-se necessária e imprescindível a tomada de consciência."
Espero que tenham gostado e agradeço mais uma vez a oportunidade de compartilhar.
Beijos meus e muita força para todos nós.
"A Depressão é um distúrbio emocional e afetivo muito mais antigo do que as pessoas, regra geral, imaginam. Em tempos idos, era difícil diagnosticar a depressão como uma doença devido a falta de conhecimento da mesma. Hoje em dia, no entanto, muito embora a depressão seja assunto abordado com frequência em todos os canais de comunicação, ainda assim existe muito preconceito e resistência relativamente a encarar a depressão como ela é, já que para muitos trata-se de "fita", fraqueza, teatro, exagero e para muitos, é até uma desculpa da pessoa supostamente deprimida para não trabalhar, não cumprir as suas obrigações, não participar de nada, etc. Enfim, nada mais errado e cruel do que, além de não compreender a doença, duvidar do doente.
Portanto, independentemente de alguém ainda duvidar, a depressão é uma doença que pode ser grave e até mesmo fatal se não for tratada, na medida em que compromete não apenas o físico, como também o humor e por conseguinte o pensamento, alterando completamente a maneira da pessoa ver o mundo ,entender as coisas à sua volta, e afetando praticamente tudo na vida da pessoa, inclusive as coisas mais simples, como a maneira de se alimentar, de dormir, de se socializar, de viver.
A depressão, portanto, é muito diferente de um simples estado de tristeza ou melancolia, pois sentir tristeza justificada é algo comum e próprio do Ser-Humano. Dependendo dos casos, a tristeza que se abate sobre qualquer pessoa, pode ser mais ou menos forte, bem como pode ter uma duração menor ou maior, porém, tem outras características e é sabido que, independente das variações quanto ao tipo e causas da tristeza, um dia ela vai embora por si mesma.
No caso da depressão propriamente dita, as coisas não se passam assim, e um dos principais motivos é que muitas vezes não existe, aparentemente, uma causa para o estado depressivo. Não obstante isso, a pessoa é fortemente afetada por um estado de tristeza profundo, falta de vitalidade, de interesse pelas coisas que antes eram uma fonte de prazer, enfim, a pessoa tem a sua vida completamente alterada e ao mesmo tempo resumida à quase nada pois, para a pessoa deprimida, é como se não houvesse amanhã, como se não houvesse esperança, apenas o dia-após-dia vazio e sem sentido, sem brilho, sem calor, sem emoção.
Assim, a pessoa deprimida não vive. Ela sobrevive. Ela acorda e se deita, ela se alimenta e faz o mínimo, apenas aquilo que consegue e mesmo assim sem nenhuma paixão, sem nenhum ardor, muitas vezes movida por um resto de motivação interior que consegue falar mais alto e que varia imenso de pessoa para pessoa, e de caso para caso. Para alguns, pode ser a própria subsistência que os leva a enfrentar, ainda que a duras penas, a jornada laboral. Para outros, os filhos, que em meio a toda escuridão, são a luz no fundo do túnel que os força a levantar da cama pelo menos na hora em que as crianças chegam da escola e sentarem-se com eles à mesa para o almoço em família.
No entanto, o que é realmente preocupante, caros leitores, é que muitas destas pessoas afetadas pela depressão não estão cientes de que estão doentes, e até que lhes caia a ficha passam por momentos extremamente difíceis e agonizantes, perdidos em si mesmos sem entender o que se está a passar com a própria vida.
Torna-se necessária e imprescindível a tomada de consciência."
Espero que tenham gostado e agradeço mais uma vez a oportunidade de compartilhar.
Beijos meus e muita força para todos nós.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
DIA DE TERAPIA
Oi gente, hoje fui fazer a minha primeira sessão, de fato, de terapia cognitiva = " O foco principal da terapia está em como os problemas (atuais ou não) interferem com sua vida diária, ajudá-lo a entender esses problemas e a desenvolver maneiras de lidar com eles " ( do site http://www.psicoterapiacognitiva.com.br/ ) e correu muito bem.
Não tive dificuldade de falar de certas coisas que marcaram a minha vida de forma negativa, na verdade, foi bom fazer isso. Teve um momento que meus olhos ficaram rasos de água mas não chorei. Não porque me tenha contido, simplesmente não chorei.
Achei que a médica fala um pouco demais :/ não deveria ser eu a falar e ela escutar? Bem, mas ela é legal, foi me explicando as coisas, que muitas eu já sabia, e me deu até tarefa de casa: escrever numa folha todas as situações traumáticas, pouco ou muito, que eu já vivi desde que nasci. Não foram muitas, mas as que vivi foram pesadas. Talvez só agora eu entenda o quanto.
Falei sobre o problema do meu sono que ainda não regularizou. Nas últimas noites tenho demorado para dormir, ou acordado várias vezes durante a noite. Como eu só estou tomando o Rivotril, ela me aconselhou a tomar também o Seroquel como o médico indicou.
Mas falei também de coisas boas. Que vejo uma luz no fundo do túnel, que ainda que pouco, tenho reagido. Estou começando a me reconhecer, a me importar realmente com tida essa situação.
E por hoje é isso. Força para todos vocês que também estão nessa batalha. Já somos vencedores :)
Beijos.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
MEU DIA-A-DIA
Oi gente querida, estou passando aqui atualizar o blog, tá bom?
Então, estou me sentindo melhor, cada vez mais um pouquinho. Senti que realmente a mudança na dose de fluoxetina de 20mg para 40mg foi bastante positiva. O médico acertou, graças a Deus.
Estou fazendo algumas coisas com mais vontade, estou mais vaidosa, gostando de me maquiar de novo e querendo emagrecer, o que por sinal, a Fluoxetina vai acabar me ajudando pois a própria bula diz que provoca perda de peso. É verdade. Sinto a boca seca, bebo muito água e como tomo logo que acordo, sinto muita pouca fome ao almoço. No jantar já sinto alguma fome, mas nada demais.
Bem, se eu tivesse emagrecido com a depressão, afinal há pessoas que deixam de comer, simplesmente, esse seria um motivo de preocupação e teria que tomar outro anti-depressivo. Mas o meu caso é justamente o contrário. Ganhei muito peso durante os últimos anos. 20 kg.
As pessoas não me acham gorda porque eu tenho uma estrutura óssea larga, também não sou baixa, sempre fiz o tipo pernão, então, quem está me conhecendo agora acha que sou cheinha, mas eu que conheço meu corpo e que nem no final da minha gravidez cheguei a este peso, me sinto muito mal comigo mesma. Não uso biquini, substituí pelo maiô e tenho a sorte de ter bom senso e saber como me vestir de acordo com o meu corpo. Tem coisa mais ridícula do que uma mulher barriguda de top? Ah, não. Cada um sabe de si, mas eu tô fora ... bom, então para dizer que se a Fluoxetina além de me curar da depressão ainda me ajudar a emagrecer, beleza, né?
Meu sono está mais ou menos. Continuo precisando do rivotril para dormir. Fiz uma experiência no final de semana, não tomei no sábado e fiquei acordada até às quinhentas.
De ontem para hoje, aconteceu algo até agora inédito para mim. Eram 3 horas da manhã quando acordei e não consegui mais dormir até por volta das 7 da manhã. Resultado: Dia estragado. Tinha contas para pagar, coisas para fazer, mas não consegui sair da cama.
É. A batalha continua, mas hoje será melhor com certeza pois já tomei meu comprimidinho (Rivotril 2mg ) e estou aqui escrevendo mas sentindo o sono chegar. Que Deus me ajude e me conceda uma noite de sono reparadora e tranquila.
Gente, para todos vocês que vivem este mesmo drama, tenham muita fé, muita coragem e persistência. Vamos ficar bem, ok? É preciso ACREDITAR.
Um grande beijo meu para todos.
Então, estou me sentindo melhor, cada vez mais um pouquinho. Senti que realmente a mudança na dose de fluoxetina de 20mg para 40mg foi bastante positiva. O médico acertou, graças a Deus.
Estou fazendo algumas coisas com mais vontade, estou mais vaidosa, gostando de me maquiar de novo e querendo emagrecer, o que por sinal, a Fluoxetina vai acabar me ajudando pois a própria bula diz que provoca perda de peso. É verdade. Sinto a boca seca, bebo muito água e como tomo logo que acordo, sinto muita pouca fome ao almoço. No jantar já sinto alguma fome, mas nada demais.
Bem, se eu tivesse emagrecido com a depressão, afinal há pessoas que deixam de comer, simplesmente, esse seria um motivo de preocupação e teria que tomar outro anti-depressivo. Mas o meu caso é justamente o contrário. Ganhei muito peso durante os últimos anos. 20 kg.
As pessoas não me acham gorda porque eu tenho uma estrutura óssea larga, também não sou baixa, sempre fiz o tipo pernão, então, quem está me conhecendo agora acha que sou cheinha, mas eu que conheço meu corpo e que nem no final da minha gravidez cheguei a este peso, me sinto muito mal comigo mesma. Não uso biquini, substituí pelo maiô e tenho a sorte de ter bom senso e saber como me vestir de acordo com o meu corpo. Tem coisa mais ridícula do que uma mulher barriguda de top? Ah, não. Cada um sabe de si, mas eu tô fora ... bom, então para dizer que se a Fluoxetina além de me curar da depressão ainda me ajudar a emagrecer, beleza, né?
Meu sono está mais ou menos. Continuo precisando do rivotril para dormir. Fiz uma experiência no final de semana, não tomei no sábado e fiquei acordada até às quinhentas.
De ontem para hoje, aconteceu algo até agora inédito para mim. Eram 3 horas da manhã quando acordei e não consegui mais dormir até por volta das 7 da manhã. Resultado: Dia estragado. Tinha contas para pagar, coisas para fazer, mas não consegui sair da cama.
É. A batalha continua, mas hoje será melhor com certeza pois já tomei meu comprimidinho (Rivotril 2mg ) e estou aqui escrevendo mas sentindo o sono chegar. Que Deus me ajude e me conceda uma noite de sono reparadora e tranquila.
Gente, para todos vocês que vivem este mesmo drama, tenham muita fé, muita coragem e persistência. Vamos ficar bem, ok? É preciso ACREDITAR.
Um grande beijo meu para todos.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
TERAPIA
A terapia é mais uma ferramenta que decidi usar para combater de vez a depressão. Se querem saber, nem foi o médico que sugeriu. Quero dizer, talvez ele até fosse sugerir atempadamente, mas fui eu mesma que perguntei se ele achava válido combinar o tratamento com sessões de terapia. E ele disse que sim, muito.
Na verdade eu já li tanto sobre o assunto, já fiz tantas pesquisas que eu já tinha noção da importância da terapia.
Muitas vezes, nalguns casos, a terapia sozinha ajuda a pessoa a se sentir melhor e sair de depressões leves. Mas nos casos mais, digamos assim, sérios, a terapia sozinha se ajudar vai demorar um tempo imenso, pelo que é necessário o tratamento com o psiquiatra. E esses dois profissionais juntos, o psiquiatra e o psicoterapeuta, podem fazer um verdadeiro milagre na sua vida.
Eu estou super empolgada, talvez por já estar vendo resultados e assim, uma luz no fundo do túnel.
Minha primeira sessão foi ontem, com a Dra. Marta. Ela é ótima, simpática, sensível ... gostei dela de primeira. Me senti à vontade e sei que vou conseguir me abrir e juntas vamos mergulhar fundo no meu eu e descobrir, esmiuçar e resolver toda e qualquer causa dessa minha depressão.
Pelo pouco que conversamos numa primeira consulta, ela já me disse algo que me ficou na cabeça: a gente tem que viver nossas alegrias e nossas tristezas, ambas, do mesmo jeito. Ou seja, se está alegre, então viva e grite essa alegria para todos a sua volta. E se está triste, permita-se sofrer porque isso é necessário. Digamos que a primeira coisa eu sempre fiz bem demais até, mas a segunda ... bem, vou me esforçar para mudar isso daqui para frente.
Concluindo, todas as quintas-feiras às 10 da manhã eu estarei lá, no sofá da minha terapeuta, e sei que isso vai me ajudar bastante.
Gente, o importante é a gente lutar com garra e vontade de vencer. Eu fiquei parada no tempo, tempo demais, deixando a coisa avançar e esse monstro se alimentar da minha energia. Mas agora chega. Eu tomei as rédeas da minha vida e tomei a decisão de viver, de ser feliz, de ser bem sucedida, de conquistar tudo que eu tenho direito. E com essa força que Deus me deu, nada nem ninguém poderá me deter ;)
Beijos.
MEU TRATAMENTO PARA DEPRESSÃO
![]() |
| imagem da Net |
Oi gente,
Bem, dando continuidade ao post anterior, considerei a minha consulta um verdadeiro sucesso.
Cheguei ao consultório numa boa, mas quando entrei na sala do médico fiquei assim, pouco à vontade, sei lá ... mas só no começo. Depois a coisa foi fluindo e eu me senti confortável para responder às perguntas da praxe.
Então, que perguntas são essas?
Numa primeira consulta o psiquiatra quer saber seu nome completo, sua data de nascimento, sua origem ( onde nasceu ), seu estado civil, se tem filhos, com quem vive, onde trabalha, enfim, essas informações básicas.
Depois disso, caso você ainda não tenha sido diagnosticado com depressão, ou qualquer outro transtorno mental, ele vai tentar desvendar o mistério e descobrir qual é realmente o seu problema.
No meu caso foi diferente porque eu já tinha o diagnóstico e já estava tomando remédios há um mês. Portanto, ele me perguntou coisas como: quando começou a minha depressão, que sintomas eu tinha, como estava reagindo ao tratamento, etc.
A Fluoxetina 20mg pela manhã durante um mês me fez bem. Senti uma leve melhora, mais ânimo para fazer algumas, estar com as pessoas, etc. Porém, ainda não é o suficiente. Continuo sentindo muito sono, preguiça, fome, e continuo arrastando certas coisas que poderia ( e deveria ) resolver rapidamente. Mas aquela maldita inércia ainda persiste. E a insónia também. Eu estava tomando o Lexotan 3mg antes ao deitar mas, embora tenha funcionado bem no começo, no final não fazia mais efeito.
Acontece que o Lexotan é mais um relaxante muscular. No começo do meu tratamento funcionou porque para quem não está acostumado à esse tipo de drogas, faz efeito mesmo. Só que depois de um tempo o organismo se habitua e passa a tolerar a droga, não fazendo mais o mesmo efeito.
Em virtude disso tudo, o Dr. Leandro me prescreveu a seguinte medicação:
Fluoxetina 20mg - 2 comprimidos depois do café da manhã
Rivotril 2mg - 1 comprimido antes de deitar
Seroquel 25mg - Apenas em caso da insónia persistir
Gente, 2 comprimidos de Fluoxetina é o dobro da dose inicial, que aliás, é a recomendada. Isso significa, segundo meu médico, que uma vez que eu reagi bem ao medicamento, agora é uma questão de ajustar a dose. Procedimento normal. Estou confiante que vou me sentir ainda melhor. Aliás, comecei essa nova dosagem há 2 dias e já sinto uma mudança positiva.
Para quem não sabe, a Fluoxetina é um anti-depressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação da serrotonina, indicado principalmente para o tratamento da depressão moderada a grave. No entanto, também costuma ser indicado para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo e bulimia nervosa.
Segundo meu médico, é dos anti-depressivos mais antigos do mercado, dos primeiros, mas que continua dando uma resposta muito boa nos tratamentos e, além disso, ajuda a emagrecer. Ao contrário de outros anti-depressivos que têm como efeito colateral o ganho de peso. Ninguém merece, né gente? Muito menos eu, que ganhei 20 kg graças a essa doença.
O Rivotril é um medicamento com uma reputação excelente. E o preço é bem acessível, ao contrário dos outros dois. Rivotril é o nome comercial, pois ele é o clonazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos considerando um dos melhores tranquilizantes disponíveis no mercado. Também é uma medicação antiga e muito segura, usada por milhões de pessoas ao redor do mundo e sem conhecimento de relatos de efeitos colaterais perigosos. Bem, para mim é ótimo porque me ajuda a dormir, e isso por si só, já é uma dádiva.
O Seroquel, que ele me receitou só em caso de mesmo com o Rivotril eu continuar sem dormir, o que graças a Deus não aconteceu, é indicado para o tratamento da esquizofrenia, transtorno do humor bipolar e também depressão. :////// Lendo a bula não entendi de primeira o porquê dele ter me receitado esse medicamento para dormir, mas pesquisando melhor entendi que é sim, muitas vezes indicado para esse fim. No entanto, não precisei usar ainda, e espero não precisar. Se Deus quiser, e ELE quer, meus problemas com o sono já estão reoslvidos apenas com o Rivotril.
Pois bem, eis o resumo da minha consulta. Volto lá dentro de um mês, e sei, tenho fé, de que estarei bem melhor do que estou hoje.
Mas ainda tenho mais novidades ... fica para o próximo post ;)
Beijos.
terça-feira, 5 de junho de 2012
CONSULTA COM O PSIQUIATRA
Sim, psiquiatra!
Caso haja quem não saiba, a depressão, a ansiedade, síndrome do pânico, entre outros, são transtornos mentais e são tratados pelo especialista mais capaz, ou seja, o médico psiquiatra. Importante frisar que o psicólogo, um especialista totalmente diferente pois sequer pode prescrever remédios, pode ajudar e muito. Nalguns casos, é até o suficiente fazer uma terapia básica ou intensiva com um terapeuta, mas ... noutros casos o psicólogo sozinho não pode fazer nada. O certo é conciliar as duas coisas: tratamento com o psiquiatra e terapia com o psicólogo. Acredito, por tudo que já pesquisei sobre o assunto, que os resultados sejam bem melhores assim.
Pois é, já lá se foi o tempo em que eu, por pura ignorância, achava que os psiquiatras só tratavam de gente louca. Mas eu era muito nova, e muito antes de precisar de um ( psiquiatra ) na minha vida, eu já sabia que isso não corresponde à verdade.
A verdade é que ainda hoje se você disser : "Vou ao psiquiatra", alguém certamente vai te olhar de alto a baixo, com espanto ou até com um certo receio, pensando, que espécie de loucura é que ela(e) tem?
Mas, não. Eu não sou louca. Nós não somos loucos.
Não sei se já contei aqui, mas cerca de dois anos atrás eu fui à uma psiquiatra que me receitou justamente o que estou tomando agora: Fluoxetina. Acontece que na época eu achava que não precisava, que sairia do fundo do poço sozinha e decidi simplesmente não fazer a medicação.
O que aconteceu? Supostamente dei uma melhorada, acredito que até pela proposta que fiz a mim mesma de melhorar. Quem ainda não ouviu falar sobre os poderes da mente, da oração, da fé? Só que para manter tudo isso LÁ em cima é preciso mais do que eu poderia imaginar, e aí vêm os momentos de fraqueza, etc, e enfim, quando vi, estava igual. Ou pior. Sabe que já nem sei? Sinceramente ... faz tanto tempo que não me sinto EU que já não consigo discernir certas coisas como deve ser.
Bem, volvidos esses 2 anos, comecei então a tomar a tal da Fluoxetina 20mg ao acordar e Lexotan para dormir porque insónia é o meu problema. Aliás, dificilmente você irá encontrar uma pessoa com depressão que não tenha distúrbios do sono. Uns não conseguem dormir nunca, nem de dia, nem de noite. Dormem apenas 2 ou 3 horas por dia. Ou dormem uma noite inteira mas acordam várias vezes durante a mesma, com pesadelos ou não ... bem, não é o meu caso. O meu caso, na verdade, é o de insónia severa associada à uma profunda sonolência. Ou seja, demoro a dormir, já passei "milhentas" noites em claro e vi o sol raiar, mas quando adormeço, sou capaz de dormir o dia inteiro.
Qualquer distúrbio do sono é horrível porque o sono é essencial para a vida, para a saúde do corpo e da mente, até para a beleza, segundo dizem ... e garanto-vos, nada pior de vagar solitário pela casa adormecida e silenciosa, sem poder dormir, e aí ver o dia amanhecer e saber que aquele será mais um dia inútil pois você irá dormir, finalmente, por horas a fio e não vai fazer nada. Nem trabalhar, nem estudar, nem pegar uma praia, passear pelo bairro, andar de bicicleta, conversar com os amigos ... nada. Você vai fazer nada e sua vida vai se transformando nesse imenso nada que aos poucos vai te dominando e te fazendo sentir que está realmente enlouquecendo pois nada mais parece fazer sentido.
Eu não quero mais isso para mim. Depois de um mês tomando a medicação, marquei uma consulta com um psiquiatra que me foi indicado, porque a que me prescreveu a primeira foi noutro lugar longe daqui, onde mora a minha família.
Gostei muito do médico. Mas como esse post já ficou longo e estou sentindo o sono ( ebaaaaa ) chegar, amanhã eu conto os detalhes da consulta e a alteração que ele fez na minha medicação, e o porquê também.
Fiquem todos com Deus.
Caso haja quem não saiba, a depressão, a ansiedade, síndrome do pânico, entre outros, são transtornos mentais e são tratados pelo especialista mais capaz, ou seja, o médico psiquiatra. Importante frisar que o psicólogo, um especialista totalmente diferente pois sequer pode prescrever remédios, pode ajudar e muito. Nalguns casos, é até o suficiente fazer uma terapia básica ou intensiva com um terapeuta, mas ... noutros casos o psicólogo sozinho não pode fazer nada. O certo é conciliar as duas coisas: tratamento com o psiquiatra e terapia com o psicólogo. Acredito, por tudo que já pesquisei sobre o assunto, que os resultados sejam bem melhores assim.
Pois é, já lá se foi o tempo em que eu, por pura ignorância, achava que os psiquiatras só tratavam de gente louca. Mas eu era muito nova, e muito antes de precisar de um ( psiquiatra ) na minha vida, eu já sabia que isso não corresponde à verdade.
A verdade é que ainda hoje se você disser : "Vou ao psiquiatra", alguém certamente vai te olhar de alto a baixo, com espanto ou até com um certo receio, pensando, que espécie de loucura é que ela(e) tem?
Mas, não. Eu não sou louca. Nós não somos loucos.
Não sei se já contei aqui, mas cerca de dois anos atrás eu fui à uma psiquiatra que me receitou justamente o que estou tomando agora: Fluoxetina. Acontece que na época eu achava que não precisava, que sairia do fundo do poço sozinha e decidi simplesmente não fazer a medicação.
O que aconteceu? Supostamente dei uma melhorada, acredito que até pela proposta que fiz a mim mesma de melhorar. Quem ainda não ouviu falar sobre os poderes da mente, da oração, da fé? Só que para manter tudo isso LÁ em cima é preciso mais do que eu poderia imaginar, e aí vêm os momentos de fraqueza, etc, e enfim, quando vi, estava igual. Ou pior. Sabe que já nem sei? Sinceramente ... faz tanto tempo que não me sinto EU que já não consigo discernir certas coisas como deve ser.
Bem, volvidos esses 2 anos, comecei então a tomar a tal da Fluoxetina 20mg ao acordar e Lexotan para dormir porque insónia é o meu problema. Aliás, dificilmente você irá encontrar uma pessoa com depressão que não tenha distúrbios do sono. Uns não conseguem dormir nunca, nem de dia, nem de noite. Dormem apenas 2 ou 3 horas por dia. Ou dormem uma noite inteira mas acordam várias vezes durante a mesma, com pesadelos ou não ... bem, não é o meu caso. O meu caso, na verdade, é o de insónia severa associada à uma profunda sonolência. Ou seja, demoro a dormir, já passei "milhentas" noites em claro e vi o sol raiar, mas quando adormeço, sou capaz de dormir o dia inteiro.
Qualquer distúrbio do sono é horrível porque o sono é essencial para a vida, para a saúde do corpo e da mente, até para a beleza, segundo dizem ... e garanto-vos, nada pior de vagar solitário pela casa adormecida e silenciosa, sem poder dormir, e aí ver o dia amanhecer e saber que aquele será mais um dia inútil pois você irá dormir, finalmente, por horas a fio e não vai fazer nada. Nem trabalhar, nem estudar, nem pegar uma praia, passear pelo bairro, andar de bicicleta, conversar com os amigos ... nada. Você vai fazer nada e sua vida vai se transformando nesse imenso nada que aos poucos vai te dominando e te fazendo sentir que está realmente enlouquecendo pois nada mais parece fazer sentido.
Eu não quero mais isso para mim. Depois de um mês tomando a medicação, marquei uma consulta com um psiquiatra que me foi indicado, porque a que me prescreveu a primeira foi noutro lugar longe daqui, onde mora a minha família.
Gostei muito do médico. Mas como esse post já ficou longo e estou sentindo o sono ( ebaaaaa ) chegar, amanhã eu conto os detalhes da consulta e a alteração que ele fez na minha medicação, e o porquê também.
Fiquem todos com Deus.
terça-feira, 22 de maio de 2012
O COMEÇO DA DEPRESSÃO
É difícil para mim precisar quando, exatamente, começou o meu estado depressivo.
Eu me pergunto: Será que é assim com todo mundo?
Algumas pessoas ficam deprimidas e superam. Outras pessoas ficam com depressão, o que é diferente.
Qualquer pessoa pode ficar deprimida por mil e um motivos, mais ou menos graves.
A perda de um ente-querido, é uma razão forte e bastante compreensível para qualquer pessoa ficar deprimida. Perder o emprego, terminar um relacionamento amoroso, ser traído, enfim, várias são as causas de estados depressivos. Mas esses, com o tempo são superados de forma natural. A vida e o tempo se encarregam disso.
A depressão, não. A depressão é uma doença séria e que afeta muito mais gente do que você pode imaginar. Sabe porquê? Porque as pessoas se escondem, sentem vergonha de assumir que sofrem de depressão e muitas delas, como foi o meu caso, demoram a entender que realmente estão sofrendo desse mal.
Gente, eu sinceramente não sei dizer quando fiquei doente. Acho que foi todo um processo, bem lento, que começou há vários anos por causa dos episódios que já relatei posts atrás, e por causa de várias outras coisas que foram acontecendo na minha vida, e que talvez eu não tenha sabido lidar da maneira certa. Hoje eu sei que é importante demais eu ser autêntica, ser eu mesma, me amar do jeito que eu sou, me aceitar, e acreditar que sou amada, respeitada, admirada e benquista por muita gente, apesar de já ter sofrido várias decepções.
Todo mundo já levou uma rasteira ou outra na vida. Portanto, não posso chegar aqui e dizer que a traição "daquela amiga da onça" há tempos atrás também foi uma das causas da minha depressão. Prefiro dizer que a forma como eu conduzi uma série de acontecimentos na minha vida, isso foi, foi a causa. A maneira como lidei, como encarei ... ou não encarei ... enfim, acho que já entenderam. Isso sim, teve peso.
Eu aprendi que não importa aquilo que qualquer pessoa possa fazer com você. E sim o que você vai fazer com o que qualquer pessoa fizer com você. E eu ... eu deixei que muitas mais coisas do que deveria me afetassem ... e que não me afetassem ao mesmo tempo ( o que era mentira ).
Quando? Eu não sei quando começou ... eu sei que comecei a perceber que algo estava terrivelmente errado pouco tempo atrás.
Fica para o próximo post, tá bom?
Beijo no coração, e lembre-se de ser forte todos os dias, lembrando que sua força é muito maior do que você imagina.
Eu me pergunto: Será que é assim com todo mundo?
Algumas pessoas ficam deprimidas e superam. Outras pessoas ficam com depressão, o que é diferente.
Qualquer pessoa pode ficar deprimida por mil e um motivos, mais ou menos graves.
A perda de um ente-querido, é uma razão forte e bastante compreensível para qualquer pessoa ficar deprimida. Perder o emprego, terminar um relacionamento amoroso, ser traído, enfim, várias são as causas de estados depressivos. Mas esses, com o tempo são superados de forma natural. A vida e o tempo se encarregam disso.
A depressão, não. A depressão é uma doença séria e que afeta muito mais gente do que você pode imaginar. Sabe porquê? Porque as pessoas se escondem, sentem vergonha de assumir que sofrem de depressão e muitas delas, como foi o meu caso, demoram a entender que realmente estão sofrendo desse mal.
Gente, eu sinceramente não sei dizer quando fiquei doente. Acho que foi todo um processo, bem lento, que começou há vários anos por causa dos episódios que já relatei posts atrás, e por causa de várias outras coisas que foram acontecendo na minha vida, e que talvez eu não tenha sabido lidar da maneira certa. Hoje eu sei que é importante demais eu ser autêntica, ser eu mesma, me amar do jeito que eu sou, me aceitar, e acreditar que sou amada, respeitada, admirada e benquista por muita gente, apesar de já ter sofrido várias decepções.
Todo mundo já levou uma rasteira ou outra na vida. Portanto, não posso chegar aqui e dizer que a traição "daquela amiga da onça" há tempos atrás também foi uma das causas da minha depressão. Prefiro dizer que a forma como eu conduzi uma série de acontecimentos na minha vida, isso foi, foi a causa. A maneira como lidei, como encarei ... ou não encarei ... enfim, acho que já entenderam. Isso sim, teve peso.
Eu aprendi que não importa aquilo que qualquer pessoa possa fazer com você. E sim o que você vai fazer com o que qualquer pessoa fizer com você. E eu ... eu deixei que muitas mais coisas do que deveria me afetassem ... e que não me afetassem ao mesmo tempo ( o que era mentira ).
Quando? Eu não sei quando começou ... eu sei que comecei a perceber que algo estava terrivelmente errado pouco tempo atrás.
Fica para o próximo post, tá bom?
Beijo no coração, e lembre-se de ser forte todos os dias, lembrando que sua força é muito maior do que você imagina.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
DE VOLTA AO BOM COMBATE
Pois é, estive ausente aqui do blog, mas não desisti dessa proposta de auto-conhecimento que eu mesma me fiz. Está me fazendo muito bem, e mesmo que um dia ou outro, eu não escreva, seja porque razão for, eu sempre voltarei aqui.
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Sinceramente, eu não sei ...
Quero registar aqui que estou me tratando com anti-depressivos desde o dia 24 de Abril. Portanto, ainda não tem um mês. E embora nos primeiros dias eu já tenha sentido algumas melhoras, agora sinto que estabilizou. Ou seja, não piorei mas ainda não vejo melhoras efetivas. Aí vem a lembrança que me salva: o tempo necessário para que qualquer anti-depressivo faça efeito varia entre 15 a 30 dias. Isso só para começar, porque já li por aí que nalguns casos são precisos meses para que a melhora seja significativa.
Só sei que nunca tomei um medicamento tão religiosamente como tomo estes: Fluoxetina ao acordar e Lexotan ao deitar. Eu estava quase enlouquecendo por causa das noites passadas em claro, por isso, BENDITO Lexotan. Sei que é um ansiolítico da família dos benzodiazepínicos e que pode causar dependência, mas já resisti demais. Não aguentava. Simplesmente, não aguentava mais, e agora sinto que estou fazendo alguma coisa por mim. Pelo mesmo estou tentando.
Sei que tem um monte de gente que diz que essas drogas psiquiátricas têm várias consequências negativas, que o ramo da psiquiatria é uma máfia e etc, mas eu não quero nem saber o que essas pessoas pensam. Eu é que sei como me sinto e do que eu preciso, e os medicamentos foram inventados para benefício das pessoas, portanto, que ninguém venha me condenar por ter resolvido me tratar desta forma.
Outros tantos, aqueles que acham que depressão é frescura e não doença, também acreditam que basta ter força de vontade. Quero que vão todos para o raio que os parta. Se ainda não aprenderam o que é a depressão, paciência. Não sou eu quem vai ensinar.
E por fim, tem aquele grupo que diz, afirmando, que Jesus é a cura para todas as doenças. Que basta rezar e se entregar a Deus que tudo fica bem. Gente, eu não duvido. Eu creio em Deus. Eu creio que a Fé tem um poder incrível, só que simplesmente eu não tenho ainda essa fé tão grande a ponto de me curar sozinha. Eu até tentei, e não consegui. E por outro lado, não vejo nada de errado em fazer uso da ciência para ajudar na minha cura. Fé e ciência juntas são uma boa combinação, eu acho. Deus deu o dom a certos homens para curar as pessoas. Essas pessoas são os médicos, os cientistas, portanto, de uma forma ou de outra, é Deus quem está me curando, quem irá me curar por completo, através não só das minhas preces, da minha fé, mas também da medicina.
O meu recado hoje é o seguinte: Se você desconfia, ou até mesmo sabe, que está sofrendo de depressão, e se ainda não procurou um especialista faça isso o quanto antes. Não espere a sua vida inteira desmoronar para buscar ajuda. E se você também está indeciso entre tomar ou não remédios para atacar a depressão, eu dou o maior apoio. Não ganho nada com isso. Não sou farmacêutica, não sou dona de laboratório, nem nada. Apenas uma mulher que fugiu do tratamento por pura estupidez e que hoje percebe que já podia estar curada faz tempo.
Até ao próximo post.
Fiquem na Paz de Deus.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
EU TENHO O DIREITO DE GRITAR
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E quando digo gritar, digo: chorar, lamentar, espernear, assumir as minhas dores, procurar ajuda, buscar colo, ficar zangada, mandar todo mundo para a PQP, chutar o balde, pensar só em mim, enfim ... ter o meu momento. MEU MOMENTO.
Nunca fiz isso. Pois senão, deixem-me analisar:
- Quando perdi o meu irmão pus o sofrimento no "pause", e depois transferi-o láaaaaaa bem para mais a frente, para um diaaaaaa quem sabe me debruçar sobre ele e permitir-me viver a minha dor. E quando esse sofrimento ameaçava alcançar-me, lá escapulia eu outra vez porque não sabia como sofrer, não sabia e nem queria aprender, preferia viver num estado fantasioso onde se conhece a realidade mas por não se absorver por completo ela torna-se suportável, entendem? Como se de um trato de tratassse ... mas isso não durou sempre, não durou. Hoje eu sei. Hoje eu sei que talvez já devesse ter passado, se é que passa algum dia tamanha dor, em vez de ainda hoje, tantos anos depois ainda ser tão difícil aceitar que ele se foi.
- Quando fui estuprada eu fechei-me em copas, num silêncio gritante que apenas eu podia ouvir. E por fora, eu fazia todas as coisas que devia fazer, que as pessoas esperavam de mim, e conversava, e ria, e brincava, para só no meu quarto, deitada na minha cama molhar o rosto com algumas lágrimas, e quando molhasse, porque de novo ... teria realmente acontecido? Ou teria sido um pesadelo?
Essa sempre foi a minha fuga, e hoje eu vejo que escolhi ( se é que escolhi ) o pior caminho porque eu tinha mais é que ter me descabelado, me atirado ao chão, ter sido amarrada num colete de forças de tão louca, ter ameaçado acabar com a minha vida, pois no fim das contas, talvez isso seja o normal. E talvez quem aja desta forma, "normal", não seja atacado pela depressão porque expulsa todos os seus demónios sem se forçar a conviver com eles.
Será que eu fiz isso o tempo todo? Vivi e convivi com todos os demónios que me atormentavam?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
INTRODUÇÃO
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Imagino que se você está aqui é porque busca informações sobre depressão, talvez para si mesmo, ou quem sabe para entender melhor o que está acontecendo com uma pessoa querida.
Pode ser também que esteja apenas pesquisando por curiosidade, para um trabalho na escola, whatever ... mas e eu? O que me leva, afinal, a criar um blog destinado a falar sobre depressão?
Confesso que penso nisso faz tempo, e mesmo gostando de escrever, fui adiando este momento até agora. No entanto, sinto que chegou a hora de enfrentar com toda garra, toda a força da minha alma, esse monstro maldito chamado depressão que já me custou um tempo precioso de vida.
Estou farta. Farta de viver por viver, viver sem sabor, sem ardor, sem paixão.
Farta de ver o tempo passar, as coisas acontecerem.
Farta de ser expectadora.
Cansei. Quero resgatar a pessoa alegre e apaixonante que sempre fui. Quero ter uma vida normal. Recuperar o ânimo, a energia, a vitalidade. Eu quero e vou conseguir. Para isso pretendo combater o bom combate e escrever este blog, que será, acredito eu, uma forma de terapia, paralelamente às outras medidas que também decidi tomar.
Mas, é melhor começar pelo começo, não é? Desta forma, não apenas eu organizo os meus pensamentos, sentimentos, emoções, como vocês também podem, ao acompanhar, se identificar ou não, criando medidas de comparação com os vossos próprios casos individuais.
O grande problema, no entanto, reside em localizar o ponto de partida. Como foi que o inferno invadiu a minha vida? Em que momento, exatamente?
Acho que isso é difícil para a maioria de nós porque a pessoa nunca se dá conta de que está a ficar doente ( com depressão ). Normalmente, o que acontece é perceber, repentinamente, que está tudo muito errado e não entender como as coisas se desenrolaram. Comigo, foi assim.
Mas, como é importante tentar, ao menos tentar, encontrar a causa primária, vou lançar um olhar ao passado, vasculhar a minha mente e coração, e tentar identificar coisas que possam ter contribuído para a grande avalanche que veio depois.
Não vai caber tudo neste post, então vou dividir por partes e começar, talvez, por falar da minha infância. Acho que é isso que um psicólogo me pediria, acho ... apenas acho.
Pretendo que este blog funcione como uma terapia para mim e pretendo ler e seguir outros, para que juntos possamos combater o bom combate e nos libertarmos das garras da depressão e recuperar a alegria de viver.
Ok. Este primeiro post foi uma espécie de introdução. No próximo, começarei a relatar possíveis aspetos da primeira fase da minha vida que talvez tenham deixado marcas que eu jamais considerei importantes ao ponto de influenciar o meu futuro um dia.
Espero que gostem de me acompanhar, pois não escrevo só para mim. Escrevo também para tocar o coração de quem sofre e não vê a luz no fundo do túnel onde se encontra.
Um beijo.
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